Uma grande arma está sendo desperdiçada no campo de batalha de nossas
vidas.
Essa arma tem um grande poder e força ante o inimigo, porém poucos são a
que a utiliza.
Ela também é um dos grandes problemas, causa de doenças psicossomáticas
e até de morte (dentro e fora da igreja). Essa arma é o perdão.
E a falta dela, de liberação do perdão significa um passo a mais que
pode levar a pessoa à morte espiritual.
Não é fácil “liberar o perdão, mas é necessário”.
Conter o ódio e a ira com uma pessoa ante uma situação que muitas vezes
nos fez “supostamente” sofrer , segundo a nossa justiça , não é uma tarefa das
mais simples. E sabendo também, que essa pessoa foi motivo de prejuízo em sua
vida e passar com isso “engasgado” na garganta não é uma coisa que se consegue
da noite para o dia. Mas o perdão mostra o caráter do amor de Deus. A palavra
diz em salmos 130.4 que: Ao Senhor está o perdão e que ao Senhor pertence a
misericórdia e o perdão (Dn 9.9).
O que seria desta Terra se não fosse o perdão e a misericórdia do
Senhor. Quanta vez foi Ele rejeitado, bem como as suas palavras e ignorado o
poder pelo Seu povo? Quantas vezes o Senhor “deu tempo” para que o povo se
arrependesse (II Cr 7.14).
Também o Senhor evitou que mal maior fizesse a Terra devido a sua
misericórdia.
Foi assim com Noé, no dilúvio (Gn 6.7-9) e Abraão em Sodoma e Gomorra
(Gn 18.21-33). Pelo perdão de Deus a terra inteira não foi destruída por
inteiro.
Em muitos desses casos a iniqüidade era tanta que só restava mesmo era o
juízo. Mas de uma certa forma, nós fomos perdoados. São tantos os exemplos de
perdão de Deus, que não caberia neste artigo. Mas sabemos que uma
característica de Deus é o perdão. E nós também devemos perdoar. Devemos
perdoar a todos, mesmo quando é alguém próximo (ex: irmãos), cujo parentesco e
confiança nos foi traído. Parece que aí fica mais difícil perdoar. A traição
moral dói mais que a traição de caráter físico. Um exemplo de perdão entre
familiar, entre irmãos, foi de Esaú e Jacó.
Sabemos que Esaú e Jacó eram gêmeos (Gn 25.14-27).
Mas somente um poderia ficar com a primogenitura (uma honra especial
dada ao primogênito que incluía herança e posição de líder). Um errou por
mentir para obter a primogenitura e o outro não deu a importância de ser
primogênito e o vendeu por um prato de comida. Após muito tempo de separação o
poder do perdão se manifestou entre esses dois irmãos e houve perdão de ambos.
Mas para que isso acontecesse um dentre eles deveria tomar a ação de humilhação
(dar o braço a torcer). Nesse caso foi Jacó que tomou a iniciativa. Quando
alguém toma atitude de perdoar já é meio caminho andado.
Jacó se portou como servo ao seu irmão, se inclinando 7 x (esse sinal
era feito somente ao reis) e reconhecendo que errou também.
Essas sete x também seria o número de vezes que deveríamos perdoar (Lc
17.3-4 ), mas Jesus nos disse que não somente, mas 70 x 7 (Mt 18.21-22).
O perdão tem efeito de cancelar a dívida e desarmar o Diabo. Aliás,
Paulo escrevendo a seu irmão Filemon sobre Onésimo (ex-empregado de Filemon)
que agora seria irmão na fé disse: “se algum dano te fez ou se deve alguma
coisa, lança tudo em minha conta”.
O que Paulo queria é que o poder do perdão fosse consumado na vida
daquelas duas pessoas, ante separadas por condições sociais e atitudes erradas
no passado, mas que agora, sendo “irmãos em Cristo” e vivendo em novidade,pelo
perdão, se vinculassem mutuamente pelo amor, se suportando e se perdoando (Cl
3.13-14), assim como Deus em Cristo nos perdoou (Ef 4.32).
Aquele que não perdoa vive com amargura, vive uma vida amarga. O
Escritor de Hebreus fala que onde tiver alguma “raiz” de amargura e crescendo,
causa perturbação. Diz mais, diz que isso “contamina” o corpo(Hb 12.14-15). E
isso se refere a você e também ao corpo de Cristo. Devemos sempre nos
arrepender e perdoar.
Muitas vezes somos como o irmão mais velho do Filho pródigo (Lc
15.11-32) que não se alegrou na volta do irmão mais velho e na alegria do Pai.
(Lc 6.36; Mt 21.28; Mt 18.21). Esquecemos que Ele nos perdoou e que cancelou a
dívida (Mt 18.32; Cl 2.13-14). Parecemos que somos filhos únicos.
Esquecemos que somos filhos do mesmo Pai e que Ele também é juiz e sabe
qual a intenção dos nossos corações. O grande inimigo do perdão se chama
“julgamento”. Quando julgamos e ainda existe ódio e ira em nossos corações, nós
literalmente somos como homicidas espirituais contra nossos irmãos e estaremos
sujeitos a julgamento (Rm 14.13; I Jo 3.15).
A palavra diz que: “Ouvistes o que foi dito: Não matarás e quem matar
estará sujeito a julgamento, porém vos digo, diz o Senhor”.
“Todo aquele que (sem motivo) se irar contra seu irmão estará sujeito a
julgamento” e quem proferir um insulto a seu irmão estará a julgamento do
tribunal e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo (MT 5.22).
Que palavra tremenda essa, pois faz nos refletir sobre nossas atitudes. O
Senhor nos mostra que devemos perdoar e reconciliar-se com aqueles que magoamos
e por eles fomos magoados no caminho (Mt 5.23-25), para que o adversário não
entregue ao Juiz , oficial de justiça e sejas recolhido á prisão. Quantos são
os que estão presos espiritualmente porque não perdoaram os seus “inimigos”,
segundo as suas próprias justiças.
A pior prisão que um cristão pode ter é estar sujeito ao inferno de fogo
e achar que estará sujeito ao paraíso e tudo isso pela falta de perdão e
justiça própria.
Não se iluda, pois até sua oferta o Senhor desprezará se não perdoares,
lembrando que o maior prejudicado será você(Mt 6.15).
Então querido, perdoe, para que Satanás não alcance vantagem sobre nós,
mesmo que ainda você esteja certo, pois o Senhor há de tocar o coração do
penitente.(II Cor 2.5-11).
Amados, se você tem algo contra teu irmão, parente ou mesmo alguém que
foi próximo a você, este é o tempo de perdão e de reconciliação. Não espere o
tempo passar e esta ferida da alma aumentar, pois pode ser tarde demais. Tome
você a iniciativa, não procure no outro aquilo que Deus pediu para você fazer.
Se essa pessoa não tomar atitude, você saberá que cumpriu com certeza o que o
Senhor determinou que fizesse.
Desarme o inimigo hoje mesmo, querido, libere o perdão e siga o exemplo
de nosso Jesus quando estava na cruz que disse:
Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem (Lc 23.34).
E é esse mesmo Jesus que pede para você hoje perdoar.
Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de
misericórdia.
A misericórdia triunfa sobre o juízo (Tg 2.13).
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